Agora
o vento q se desvia
das casas, dos prédios
- ar quente -
me vem d encontro a face
e os ouvidos escutam
o som
q ressoa qdo o vento os toca.
E, ao abrir os braços,
na tentativa d abraçá-lo,
ele ñ pára,
continua o seu caminho.
Antes
sentia-o no meu peito
como folhas presas num galho;
agora
são folhas q ruflam
voam
e se perdem
atrás d minhas costas
largas.
(novembro de 2003)