14/11/11

Natal

A ceia fria foi para geladeira.
A música ficou presa nos discos.
E as conversas
partiram com os carros
para longe 
do meu espírito.

Nenhuma luz piscou de novo
naquele dia. 

O quarto estava pontilhado pelo luar. 
Dormíamos nós três, éramos todos criança. 

E, na madrugada, meu entreolhar
                           entre sonho e realidade
                           viu uma sombra passar. 
                           Cansado,
                           voltei a me deitar. 

Pela manhã, 
ainda cedo, acordei  e embaixo da cama 
vi que ganhara, como presente,
um carro de plástico. 

Eu fui feliz.