A música ficou presa nos discos.
E as conversas
partiram com os carros
para longe
do meu espírito.
Nenhuma luz piscou de novo
naquele dia.
O quarto estava pontilhado pelo luar.
Dormíamos nós três, éramos todos criança.
E, na madrugada, meu entreolhar
entre sonho e realidade
viu uma sombra passar.
Cansado,
voltei a me deitar.
Pela manhã,
ainda cedo, acordei e embaixo da cama
vi que ganhara, como presente,
um carro de plástico.
Eu fui feliz.